nhami!

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Lanchinho pra tarde

E sanduíches, quem gosta?
Eu não sou o maior fã de Méquidonalds, então esse lanche aqui não é dos meus favoritos... Mas quem se habilita?
O Morgan Spurlock vai arrancar os cabelos...

Um lugarzinho

Todo mundo tem um lugarzinho, daqueles que você faz questão de ir sempre, por uma coisa em especial...
Aquele lugar onde você sabe que tem um petisco inexistente em outros cantos... aquele lugar que você deu um beijo na boca do seu amor enquanto comia... aquele lugar onde você tomou um vinho inesquecível.

E o Feira Moderna é um dos meus lugarzinhos.
O lugar é um misto de bar, restô e loja, com uma decoração e um clima supimpas, que fazem você se sentir numa praia nordestina.

Eles servem sorvetes da marca paraense Cairú, que existe só lá na terrinha, desde 1963. São trazidos de avião (eu já vi caixas do Sedex lá) sabores como paraense (açaí com tapioca), açaí, mangaba, pavê de cupuaçú, bacaba, araçá, dentre muitos outros. O melhor de todos, o imperdível, na minha opinião, é o de Tapioca. Nada é igual no mundo dos sorvetes... E a textura então?

Vale a visita, mesmo que seja pra fazer um mini brunch, acompanhado dos sorvetes. Garanto que você não vai se arrepender!

Fica lá na Fradique Coutinho, 1246, na Vila Madalena. Toca uma musiquinha MPB das boas, e num dia especial dá pra você tirar o escorpião do bolso e comprar alguma bugiganga bacanuda na loja.... Vai lá e me conta depois!

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Choramingando

Cara, eu falo que é fácil, mas confesso que fazer esse bolo com um braço só (o outro tá quebrado) é de f****...

Invejinha

Sempre que eu ia tomar café na Padaria Bella Paulista eu olhava com inveja pro “rocambole” que eles fazem lá. Nem comer eu comia, pra não me sentir humilhado. Que massa fina era aquela, meu Deus!
Sacumé, uma das coisas que mais gosto de fazer é um belo de um rocambole. No escritório, o de doce de leite faz um sucesso que só... Mas essa receita é pra outra hora.
Acontece que tempos depois, eu descobri que o tal “rocambole” era um doce típico do Nordeste, e o seu nome era bolo de rolo... Eita bolinho bom!
Saquem só:

Para a Massa:
4 1/4 xícaras de chá de farinha de trigo
2 3/4 xícaras de chá de açúcar
2 1/2 xícaras de chá de manteiga com sal
15 ovos (olha o colesterol!)
Umas 8 folhas de papel manteiga

Para o Recheio:
1/2 xícara de chá de água
1/2 xícara de chá conhaque, ou de uma bebida que você ache que combine
1/2 quilo de goiabada
em pedaços

Na hora de preparar, dá trabalho, mas com jeitinho você acostuma e passa a ficar fácil:

Leve a goiabada com a água ao fogo médio, mexendo às vezes, até derreter. Deixe esfriar.
Distribua as folhas de papel manteiga sobre a mesa e unte-as com óleo.
Bata a manteiga com o açúcar por 10 minutos ou até ficar homogêneo e de cor clara. Acrescente os ovos, batendo sempre. Junte a farinha de trigo peneirada e misture com uma colher de pau até obter uma massa fácil de espalhar. Aqueça o forno em temperatura alta. Vire uma assadeira médis de cabeça para baixo e forre o fundo com papel-manteiga. Com uma espátula ou um pincel, espalhe uma xícara e meia de massa sem deixar falhas. Asse por 3 minutos ou até que, ao tocar com o dedo, a massa não grude.

Estenda um pano seco sobre uma superfície lisa e polvilhe com açúcar. Ponha a massa ainda quente sobre o pano e retire o papel. Com uma espátula, espalhe um pouco da goiabada. Enrole a massa como se fosse um rocambole, pelo lado mais comprido, apertando ligeiramente. Reserve e libere o pano para receber a próxima camada de massa. Ponha outra porção de massa sobre outra folha de papel e asse como a anterior. Polvilhe mais açúcar sobre o pano e coloque a segunda camada de massa. Cubra com o recheio. Enrole essa segunda camada sobre o primeiro rolo, formando um rolo mais grosso. Repita a operação com as outras camadas, apertando, sempre.

Depois de pronto, polvilhe com açúcar de confeiteiro e sirva em fatias beeeem finas.

Vou te falar: A receita fica melhor do que a da padaria, viu? Agora que eu não como de lá mesmo! ;-)



quarta-feira, janeiro 04, 2006

Puxa-saco

Daí que hoje eu resolvi voltar à ativa.
Mas bem devagar. Com uma receita facinha, de liquidificador.
E com historinha, claro.

Essa aqui é especialidade da minha sogrinha.
Foi uma das primeiras coisas que eu comi, feitas por ela.
Não dá nem pra pensar mais em fazer bolos depois de conhecê-la.
Depois eu conto dos bolos doces pra vocês... Hoje vai um salgado.
Bolo salgado? É sim, saca só:

Bolo de pão de queijo

-3 ovos
-1/2 copo de óleo
-1 copo de leite
-200 gramas de mussarela (ou provolone) ralado
-3 copos de polvilho doce
-1 colher de café de sal
-1 colher de sopa de fermento
-queijo ralado para polvilhar

-No liquidificador, coloque o óleo, o leite, os ovos e o sal. Bata.
-Desligue e adicione a mussarela ralada e bata para agregar. Reserve.
-Em uma tigela, coloque o polvilho e o líquido reservado. Misture com o auxílio de uma espátula (se desejar, nesse momento, coloque salsinha, orégano, pimenta ou o que você preferir).
-A seguir, incorpore o fermento e coloque em uma assadeira redonda, de buraco no centro, untada e polvilhada.
-Leve ao forno pré-aquecido em 200 graus, por uns 25 minutos e boa.

Vou te falar: pra quebrar o galho, durante uma tarde, ou com uns amigos que aparecem do nada na hora do café, não há nada melhor.
Ou então, pra agradar genros comilões, né Dona Cleide?

É post de blogueiro? Claro que é!
Mas o que é essa página, além de um blógue?

Explicações

Nossa... larguei isso aqui... de novo...
Mas fica difícil cozinhar com o braço quebrado.
Você fica sem conseguir sovar as massas, sem cortar as carnes, sem mexer os molhos e por ai vai...
Um dedão faz falta, viu?

terça-feira, dezembro 20, 2005

Dúvida

Não sei o que fazer pro Natal ainda.

Chester?
Perú? (ui!)
Tender?
Ovo de codorna?
Pipoca?

Cheesecake?
Pavê?
Gelinho?
Ambrosia?
Açaí com granola?

zuzzo bem?

Nossa, mas que finzinho de ano corrido, hein?
Na cozinha, o máximo que eu consegui fazer nesses últimos dias foi um Baurú. Juro.

Agora beber... como eu ando bebendo.

Ultimamente estou tomando uma caipirinha das boas. Não sei se vocês já tomaram por aí, mas nos botecos que eu frequento, eu nunca vi, por isso eu acho que é invenção minha.

É assim:

Descasque três limões grandes. Tire o miolinho branco do meio também.
Corte dois dos limões em rodelas bem finas.
Depois disso, coloque essas rodelas no seu copo favorito. Quanto mais limões, mais refrescante (e ácida) ela fica.
Coloque açúcar a gosto. Eu sugiro que comece com umas três colheres de sopa cheias...
Esprema o outro limão por cima disso.
Coloque bastante gelo em cima, sem misturar.
Complete com uma pinguinha bem boa. E que não seja envelhecida, porque envelhecida é pra tomar pura.
Não misture. Você terá que tomar ela de canudinho (ui!)

O barato é puxar com o canudinho lá do fundo... assim, mistura será feita em sua boca, e você consegue sentir mais os sabores. Pelo menos até o segundo copo, porque a partir daí você não sentirá mais nada... ;-)

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Pra fechar essa semana da minha fada, eu vou postar um poema... na verdade é uma receita, do Vinícius de Moraes:


Para viver um grande amor,
preciso
é muita concentração
e muito siso,
muita seriedade
e pouco riso
- para viver um grande amor.

Para viver um grande amor,
mister é ser um homem
de uma só mulher;
pois ser de muitas, poxa !
é prá quem quer
- não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor,
primeiro,
é preciso sagrar-se cavalheiro
e ser de sua dama por inteiro
- seja lá como for.

Há que fazer do corpo uma morada
onde clausure-se a mulher amada
e postar-se de fora com uma espada
- para viver um grande amor.

Para viver um grande amor
direito ,
não basta apenas
ser um bom sujeito;
é preciso também
ter muito peito
- peito de remador.

É sempre necessário ter em vista
um crédito de rosas no florista
- muito mais, muito mais
que na modista !
-- para viver um grande amor.

Conta ponto saber fazer coisinhas :
ovos mexidos, camarões, sopinhas,
molhos, filés com fritas,
comidinhas para depois do amor.

E o que há de melhor
que ir pra cozinha
e preparar com amor
uma galinha com uma rica
e gostosa farofinha,
- para o seu grande amor ?

Para viver um grande amor é muito,
muito importante,
viver sempre junto e até ser, se possível,
um só defunto
- pra não morrer de dor.

É preciso um cuidado permanente
não só com o corpo
mas também com a mente,
pois qualquer "baixo" seu, a amada sente
- e esfria um pouco o amor.

Há que ser bem cortês sem cortesia;
doce e conciliador sem covardia;
saber ganhar dinheiro com poesia
- não ser um ganhador.

Mas tudo isso não adianta nada,
se nesta selva escura e desvairada
não se souber achar
a grande amada
para viver um grande amor.

quinta-feira, dezembro 08, 2005

O primeiro porre

Ela estava triste.
E tinha motivos pra isso.

Mas sabem... serviu pra alguma coisa toda aquela tristeza...
Nós nos tornamos amigos, mesmo, ali.
Acordei, no outro dia cedo. E só ela estava lá, sofrendo só.
Um abraço. Um cafuné. Uma lágrima que eu enxuguei. Um sorriso sem-graça.
E ali, o nosso laço de amizade se tornou um nó, bem apertado.

Eu senti uma necessidade indescritível de cuidar daquela pessoinha, que estava ali, sofrendo inocentemente...

Depois daquilo, se não tivéssemos visto o barco do amor passar, nós teríamos, inevitavelmente, virado amigos. Daqueles eternos, sabem?
Dei sorte. A amizade eterna agora é só uma parcelinha de um sentimento ainda maior.
Parece uma melação danada. Mas só quem ama assim sabe o que acontece.

E a comida? Onde entra nisso?

Acontece, que ali, ela se embebedou. Com vontade. E em quantidade.
E eu descobri a minha amiga apreciadora de uma boa vodka. Quer sorte maior do que essa?

Nós já bebemos juntos muitas coisas... porres de vinho, de whiskey, de chopp e de cerveja vagabunda.
Mas pensando bem, o mais significativo foi o porre que ela tomou sozinha.
Lembrando agora, aquele foi o mais "lúdico"...

As fadas não se embriagam, né?
...
Eu sempre tive certeza de que ela era diferente. Ela se embriaga sim.

Aqui

E chegou o dia em que ela veio aqui...
Fizemos compras, de um montão de coisas... eu queria caprichar!
Ela chegou em casa, tímida, e linda.
Aos poucos, minha mãe estava derretida: só faltavam conversar sobre a novela.

Uma fada é assim, conquista.

Enquanto isso, eu labutava... queria fazer uma lasanha.
Era assim:

-500 gramas, de massa fresca para lasanha, ou canelone.
(eu ainda hei de aprender a fazer macarrão caseiro)
-Três tomates picadinhos, sem semente.
-500 gramas de presunto magro.
-500 gramas de mussarela.
-1 gomo de calabresa cortadinha em cubos bem pequenos.
-Queijo parmesão em tiras ou lascas a gosto.
-Um copo de leite.
-Orégano e manjericão a gosto.

Pra fazer é muito baba:
É só fritar a calabresa, junto com os temperinhos. Quando ela estiver fritinha, basta colocar os tomates pra dar uma refogada rápida.
Feito isso, é só escolher o molho vermelho ou bechamel (eu os ensino um dia desses).
Colocar numa forma untada a massa, o presunto, o queijo e o molho, em camadas.
Atentar para separar cada camada de queijo da camada de massa com um pouco de leite.
Assim ela fica molhadinha.
A última camada deve ser de mussarela. Por cima dela, você coloca o parmesão e põe no forno... Daí é só partir pro abraço!

Fica bem bom, e serve umas 5 ou 6 pessoas... ou, de repente, te ajuda a conquistar uma fada...

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Muitos beijos, muitos "eu te amo" depois, eu fui conhecer a minha futura família.
Futura família sim! Eu já pedi a Ri em casamento, oras!
Que sogra fofa que eu arrumei... E a vovó então?
Nunca tive vó... agora eu tenho!

Fiz a longa viagem até lá, e chegando, quase fui comido por um dachshund de meio quilo.

Depois daquela coisa chata que são os primeiros momentos em silêncio, a gente assistiu ao video show (que prova de amor, hein?), e aí veio o melhor:

A Torta gelada que a Ri fez.

Gente, o que era aquilo? Eu faço boas tortas, mas me senti um aprendiz perto daquela que ela fez...

Ensina pra gente nos comments, fada?